brigadeiro_e_criatividade

Não adianta: você não sabe o ponto do brigadeiro até perceber quando ele desgruda da panela, e você não consegue inventar uma nova receita de brigadeiro com sabor de…. o que seja, se você não souber como “dar o ponto”. O mesmo acontece com a nossa criatividade: é preciso praticar, testar, jogar várias panelas de brigadeiro no lixo e provar uns tantos puxa-puxas grudados nos dentes do fundo.

A questão que se coloca hoje em dia é: como acelerar o aprendizado da criatividade para criarmos o novo o quanto antes? Sim, é preciso acelerar porque as velhas respostas não servem mais, porque nossos modelos mentais simplesmente não dão mais conta de explicar e muito menos de resolver os problemas que encontramos.

Vou dar um exemplo prático. Outro dia fazíamos um exercício criativo sobre a dificuldade de venda de seguros em lojas virtuais. Um dos pontos interessantes dessa história foi o seguinte: a princípio, o problema deveria estar resolvido, pois havia um contrato com a tal loja que incluía metas de vendas, definidas em comum acordo. Acontece que essas metas eram… simplesmente descumpridas. Ok, podemos argumentar que as penalidades do contrato talvez não fossem suficientes, porém isso seria bater na mesma tecla, seria como dizer que se seguirmos a receita, o brigadeiro tem que dar certo. #SQN. A vida real é mais complicada do que isso. Então fomos atrás o problema certo a ser resolvido, buscando aquele que estava na origem do descumprimento do contrato. E depois malhamos e malhamos com dinâmicas criativas para encontrar alternativas de solução, afinal, nunca se sabe as barreiras que serão encontradas na implementação. Esse é o “trabalho” do pensamento criativo aplicado: gerar um plano A original, mas também um amplo repertório de planos B. Brigadeiro de colher, Brigadeiro com pistache ou até com trufas… só testando para saber o que funciona.

Então deixemos de lado o romantismo: não há receita nem contrato nem estratégia bem feita que esteja imune a uma realidade complexa composta de N agentes e Z critérios de decisão. A realidade sempre pode surpreender. De repente, o brigadeiro empedra e você fica com cara de idiota.

Mas para sair do raciocínio “isso deveria funcionar, eu vou fazer funcionar, eu preciso fazer funcionar” que nos aprisiona numa sensação de idiotice (especialmente quando nós mesmos criamos a solução que não está dando certo) é preciso buscar novas perspectivas ao mesmo tempo em que mantemos os requisitos de implementação. Esse é o mundo dos negócios e essa é a ginástica contemporânea mais necessária, porque não há setor que esteja imune às crises, não há padrão de consumo que não precise ser revisto ou empresa que não esteja encarando a escassez crescente de recursos naturais. Vivemos uma crise de estilo de vida e modelo econômico em que será atividade cotidiana revisar o as pequenas e grandes estratégias de negócios; algo que deveria ser tão trivial quanto fazer um brigadeiro.

Quem sabe aplicando nossa criatividade teremos, a cada fim de dia, um motivo doce para comemorar as mudanças positivas que viabilizamos do jeito que deu, com as condições que tivemos. Mesmo que grude no dente de vez em quando, brigadeiro é sempre bom.

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